(Foto: Divulgação)

Mas, a Guarda Municipal já acabou?

Adamy Gianinni
Adamy Gianinni
Editor-chefe
Sou jornalista e escritor. Estudei mídias digitais e gestão pública para entender como o poder se disfarça na tecnologia. Agora, no 2º semestre de Análise e...
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No último sábado (17), Tabocas do Brejo Velho ficou chocada com a ação de autoritarismo e abuso de poder por parte de integrantes da recém-formada Guarda Municipal ao agredir brutalmente um jovem em sua própria residência. Independentemente de quem estava certo ou errado, a atitude da Guarda Municipal foi repreensível, além de violar direitos humanos. A falta de treinamento e de capacitação é o principal motivo de uma atitude como essa, típica de quem quer se sentir superior ou apenas “aparecer”. Nem a polícia é superior a ninguém — imagine um guarda municipal.

O fato é que esse episódio resultou na extinção da Guarda, mesmo depois dos gastos com aquisição de veículo, uniformes e equipamentos, gerando prejuízo aos cofres públicos.

Mas não era preciso acabar com a Guarda — bastava punir os infratores, no mínimo com a expulsão. Punição, no entanto, é algo que não existe nesse governo, talvez pelo fato de não haver fiscalização. Digo isso porque até hoje este blog aguarda uma resposta referente ao dano causado na parede de uma escola pública pela falta de profissionalismo de um servidor municipal. Claro que esse retorno nunca virá, mas não é esse o ponto central. A questão é simples: tudo que é feito sem planejamento tende a não dar certo — principalmente quando não há formação nem capacitação adequada.

A implantação da Guarda era necessária, continua sendo necessária, mas os membros precisam ter conhecimento das leis brasileiras, da Constituição Federal e dos limites de sua atuação.

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O concurso público, como foi feito, abre brecha para incompetentes assumirem cargos que talvez pudessem ser ocupados por pessoas mais qualificadas. Talvez o Projeto de Lei do Senado nº 116, de 2017, que prevê a demissão do servidor estável por insuficiência de desempenho, se for aprovado, ajude a resolver parte desse problema.

Enquanto isso,
Tabocas do Brejo Velho continuará refém da falta de planejamento. Sempre haverá funcionários incompetentes quando se falta formação, capacitação, conhecimento das leis, noções de direitos humanos e, talvez ou principalmente, educação.

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Sou jornalista e escritor. Estudei mídias digitais e gestão pública para entender como o poder se disfarça na tecnologia. Agora, no 2º semestre de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, investigo o lado técnico da história. Escrevo sobre política, mídia e tecnologia com independência, ceticismo e zero paciência para o óbvio.